Sónia's profileMeu euPhotosBlogListsMore ![]() | Help |
|
|
A arte de calar
Muitas vezes basta um olhar, um olhar suspenso, teus olhos sobre os olhos do outro…
Queres adivinhar o significado dos brilhos, ler o futuro imediato mais além da pupila, Queres dizer muitas coisas mas sabes que deves aguentar a ansiedade.
Isso, aperta os lábios.
Permite que as ideias circulem sem que saíam ao exterior.
Alarga o espaço entre as perguntas e as respostas, deixa que os músculos do rosto relaxem, espera um sinal de alerta.
Mantém a respiração Pensa que o outro também pensa Analisa. Espera.
A economia das palavras não é virtude exclusiva dos monges da clausura. É um jogo que pratica quem sabe fazer-se de louco, daqueles que entendem que nem todas as perguntas precisam de resposta, que a solução nem sempre chega ao abrir da boca
Para quê dizer tudo?
Porque não conservar no interior de ti próprio uma dose razoável do que pensas?
Porque não converter em segredo algumas ideias que fazem em ti uma aparição imprevista, mantendo ao menos a ilusão de que o tempo se encarregará de as amadurecer e as transforme em firmes convicções?
Porque não entender que a palavra jamais deverá ser mais rápida do que o pensamento e que nem tudo o que nos cruza o cérebro se poderá converter em palavras?
Entender que também se pode falar com gestos.
Que o silencio por vezes grita.
Aprendemos a guardar silêncio nos hospitais, nos funerais, nos actos solenes. Guardamos esse silêncio por pudor, por respeito, por dor…Guardamos silêncio pela dor que é incapaz de se converter em pranto e silêncio quando o pranto se esgota e exaustão é tudo o que fica…
Haveríamos de aprender a calar por nenhum outro motivo que não fosse apenas e só a nossa vontade.
Calar para escutar. Calar para olhar. Calar para aprender. Calar para calar
Calar para converter o silêncio em cúmplice, para saber que o eco existe.
Calar para compreender que o silêncio é o que faz os sonhos mais bonitos...
...Mais cinco minutos...Uma tarde uma mulher sentou-se ao lado de um homem num banco perto do parque infantil.
- Aquele ali, de camisola vermelha é o meu filho. Disse ela apontando para um menino que deslizava no escorregão
- Um menino bonito. Respondeu o homem e completou – Aquela menina linda ali, que anda de bicicleta é a minha filha.
Então, olhou o relógio e chamou a sua filha.
- Mariana, o que achas de irmos?
E a pequena Mariana suplicou:
- Mais cinco minutos, pai. Por favor. Só mais cinco minutos.
O homem concordou e a menina continuou a pedalar, feliz, cheia de alegria no coração.
Os minutos passaram-se, o pai levantou-se e novamente chamou a filha.
- Hora de ir agora?
Mas a Mariana pediu outra vez – Mais cinco minutos, pai. Só mais cinco minutos.
O homem sorriu e disse,
- Está certo!
- O senhor é certamente um pai muito paciente – Comentou a mulher ao lado, admirada.
O homem sorriu e disse,
- O irmão mais velho de Mariana, o João, foi morto por um condutor bêbado no ano passado quando andava de bicicleta perto daqui. Nunca passamos muito tempo juntos e agora daria qualquer coisa por poder passar apenas mais cinco minutos com ele. Eu me prometi não cometer o mesmo erro com a minha filha…
- Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de bicicleta, mas na verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-la brincar.
Em tudo na vida estabelecemos prioridades.
Quais são as tuas ?
Será mesmo que não valerá a pena dares 5 minutos do teu tempo hoje a quem amas?
E se amanhã for tarde demais?
Viver quando?
A flor azul
O BombeiroEu posso fazer mais que isso!
A mãe parou ao lado da pequena cama do seu filho de 6 anos, que estava muito doente. Embora o coração dela estive pesado de tristeza e angústia, ela era muito determinada. Como qualquer outra mãe, ela gostaria que ele crescesse e realizasse todos os seus sonhos. Mas agora, isso já não seria possível, por causa de uma leucemia terminal. Sentou-se perto dele, segurou-lhe a mão e perguntou:
- Filho, tu alguma vez pensaste o que queres ser quando cresceres? - Mãe eu quero ser bombeiro!
A mãe sorriu e disse: - Vamos ver o que podemos fazer para isso acontecer.
Mais tarde, naquele mesmo dia, ela foi ao Corpo de Bombeiros local e contou ao Chefe dos bombeiros a situação de seu filho perguntando se seria possível o menino dar uma volta no carro dos bombeiros, nem que fosse só uma volta ao quarteirão. O Chefe dos bombeiros, comovido, disse:
- NÓS PODEMOS FAZER MAIS QUE ISSO!
Se estiver com o seu filho pronto às sete horas da manhã, daqui a uma semana, nós faremos dele bombeiro honorário, por um dia inteiro. Ele poderá ir para o quartel, comer connosco e sair para atender às chamadas de incêndio. E se nos der as medidas dele, conseguiremos um uniforme completo: chapéu com o emblema do nosso batalhão, casaco igual ao que vestimos e botas também.
Uma semana depois, o chefe segurou o menino pela mão, vestiu-o com o uniforme de bombeiro e escoltou-o do hospital até o camião de bombeiros. O menino ficou sentado na parte de trás do camião e foi até o quartel central. Parecia-lhe estar no céu...
Ocorreram três chamados naquele dia na cidade e ele conseguiu acompanhá-las todas. Em cada chamada, ele foi em carros diferentes: No autotanque, na ambulância e até no carro especial do chefe dos bombeiros. Todo o amor e atenção que lhe foram dispensados acabaram por o motivar tão fortemente que ele conseguiu viver três meses a mais que o previsto.
Uma noite, todas as suas funções vitais começaram a cair dramaticamente e a mãe decidiu chamar ao hospital, toda a família.
Então, ela lembrou-se da emoção que o menino tinha sentido como bombeiro e pediu à enfermeira que ligasse para chefe da corporação, perguntando se seria possível enviar um bombeiro para o hospital, naquele momento trágico, para ficar com o menino.
O chefe dos bombeiros respondeu:
- NÓS PODEMOS FAZER MAIS QUE ISSO!
- Estaremos aí em cinco minutos. Mas faça-me um favor. Quando ouvir as sirenes e vir as luzes dos nossos carros, avise no altifalante que não se trata de um incêndio. É apenas o corpo de bombeiros que vem visitar mais uma vez, um de seus mais distintos membros. E também poderia abrir a janela do quarto dele? Obrigado!
Cinco minutos depois, um carro e um autotanque com escada chegaram no hospital. Estenderam a escada até o andar onde o menino estava, e 16 bombeiros subiram por ela. Com a permissão da mãe, abraçaram-no, brincaram com ele, e disseram que o amavam.
Com a voz fraquinha, o menino olhou para o chefe e perguntou:
- Chefe, eu sou mesmo um bombeiro? - Sim, tu és um dos melhores – respondeu
Com estas palavras, o menino sorriu e fechou os olhos para sempre.
Morreu feliz!
E tu? Diante do pedido de teus pais, irmãos, filhos, parentes e amigos, o que fazes?
Tenta dizer sempre: - EU POSSO FAZER MAIS QUE ISSO!
'A maior perda da vida é o que morre de bom dentro de nós enquanto vivemos” Uma história maravilhosaTemos o Natal à porta…Vamos reflectir um pouquinho nesta história? Eu sei que é longa, mas garanto que vale a pena para quem tiver um pouco de sensibilidade no coração.
Quero aproveitar para deixar aqui um beijo muito especial para a pessoa que me enviou esta história. (Tu sabes o quanto és especial e o quanto tudo isto vale para mim.Adoro-te).
A árvore de Natal na casa de Cristo
"Havia num porão uma criança, um garotinho de seis anos de idade, ou menos ainda. Esse garotinho despertou certa manhã no porão húmido e frio. Tiritava, envolto nos seus pobres andrajos. Seu hálito formava, ao se exalar, uma espécie de vapor branco, e ele, sentado num canto em cima de um baú, por matar o tempo, ocupava-se em soprar esse vapor da boca, pelo prazer de vê-lo se esvoaçar. Mas bem que gostaria de comer alguma coisa.
Diversas vezes, durante a manhã, tinha se aproximado do catre, onde num colchão de palha, chato como um pastelão, com um saco sob a cabeça à guisa de almofada, jazia a mãe enferma. Como se encontrava ela nesse lugar? Provavelmente tinha vindo de outra cidade e subitamente caíra doente. A patroa que alugava o porão tinha sido presa na antevéspera pela polícia; os locatários tinham se dispersado para se aproveitarem também da festa, e o único tapeceiro que tinha ficado cozinhava a bebedeira há dois dias: esse nem mesmo tinha esperado pela festa. No outro canto do quarto gemia uma velha octogenária, reumática, que outrora tinha sido “ama-sêca” e que morria agora sozinha, soltando suspiros, queixas e imprecações contra o garoto, de maneira que ele tinha medo de se aproximar da velha. No corredor ele tinha encontrado alguma coisa para beber, mas nem a menor migalha para comer, e mais de dez vezes tinha ido para junto da mãe para despertá-la.
Por fim, a obscuridade lhe causou uma espécie de angústia: há muito tempo tinha caído a noite e ninguém acendia o fogo. Tendo apalpado o rosto de sua mãe, admirou-se muito: ela não se mexia mais e estava tão fria como as paredes. "Faz muito frio aqui", reflectia ele, com a mão pousada inconscientemente no ombro da morta; depois, ao cabo de um instante, soprou os dedos para esquentá-los, pegou o seu gorrinho abandonado no leito e, sem fazer ruído, saiu do cômodo, tacteando. Por sua vontade, teria saído mais cedo, se não tivesse medo de encontrar, no alto da escada, um canzarrão que latira o dia todo, nas soleiras das casas vizinhas. Mas o cão não se encontrava ali, e o menino já ganhava a rua.
Senhor! Que grande cidade! Nunca tinha visto nada parecido, De lá, de onde vinha, era tão negra a noite! Uma única lanterna para iluminar toda a rua. As casinhas de madeira são baixas e fechadas por trás dos postigos; desde o cair da noite, não se encontra mais ninguém fora, toda gente permanece bem enfunada em casa, e só os cães, às centenas e aos milhares, uivam, latem, durante a noite. Mas, em compensação, lá era tão quente; davam-lhe de comer... ao passo que ali...
Meu Deus! Se ele ao menos tivesse alguma coisa para comer! E que desordem, que grande algazarra ali, que claridade, quanta gente, cavalos, carruagens... e o frio, ah! Este frio! O nevoeiro gela em filamentos nas ventas dos cavalos que galopam; através da neve friável o ferro dos cascos tine contra a calçada; toda gente se apressa e se acotovela, e, meu Deus! Como gostaria de comer qualquer coisa, e como de repente seus dedinhos lhe doem! Um agente de polícia passa ao lado da criança e se volta, para fingir que não vê.
Eis uma rua ainda: como é larga! Esmagá-lo-ão ali, seguramente; como todo mundo grita, vai, vem e corre, e como está claro, como é claro! Que é aquilo ali? Ah! Uma grande vidraça, e atrás dessa vidraça um quarto, com uma árvore que sobe até o teto; é um pinheiro, uma árvore de Natal onde há muitas luzes, muitos objectos pequenos, frutas douradas, e em torno bonecas e cavalinhos. No quarto há crianças que correm; estão bem vestidas e muito limpas, riem e brincam, comem e bebem alguma coisa. Eis ali uma menina que se pôs a dançar com um rapazinho. Que bonita menina! Ouve-se música através da vidraça. A criança olha, surpresa; logo sorri, enquanto os dedos dos seus pobres pezinhos doem e os das mãos se tornaram tão roxos, que não podem se dobrar nem mesmo se mover.
De repente o menino se lembrou de que seus dedos doem muito; põe-se a chorar, corre para mais longe, e eis que, através de uma vidraça, avista ainda um quarto, e neste outra árvore, mas sobre as mesas há bolos de todas as qualidades, bolos de amêndoa, vermelhos, amarelos, e eis sentadas quatro formosas damas que distribuem bolos a todos os que se apresentem. A cada instante, a porta se abre para um senhor que entra.
Na ponta dos pés, o menino se aproximou, abriu a porta e bruscamente entrou. Hu! Hu! Com que gritos e gestos o repeliram! Uma senhora se aproximou logo, meteu-lhe furtivamente uma moeda na mão, abrindo-lhe ela mesma a porta da rua. Como ele teve medo! Mas a moeda rolou pelos degraus com um tilintar sonoro: ele não tinha podido fechar os dedinhos para segurá-la. O menino apertou o passo para ir mais longe – nem ele mesmo sabe aonde. Tem vontade de chorar; mas dessa vez tem medo e corre. Corre soprando os dedos. Uma angústia o domina, por se sentir tão só e abandonado, quando, de repente:
Senhor! Que poderá ser ainda? Uma multidão que se detém, que olha com curiosidade. Em uma janela, através da vidraça, há três grandes bonecos vestidos com roupas vermelhas e verdes e que parecem vivos! Um velho sentado parece tocar violino, dois outros estão em pé junto de e tocam violinos menores, e todos maneiam em cadência as delicadas cabeças, olham uns para os outros, enquanto seus lábios se mexem; falam, devem falar - de verdade - e, se não se ouve nada, é por causa da vidraça. O menino julgou, a princípio, que eram pessoas vivas, e, quando finalmente compreendeu que eram bonecos, pôs-se de súbito a rir. Nunca tinha visto bonecos assim, nem mesmo suspeitava que existissem! Certamente, desejaria chorar, mas era tão cómico, tão engraçado ver esses bonecos!
De repente pareceu-lhe que alguém o puxava por trás. Um moleque grande, malvado, que estava ao lado dele, deu-lhe de repente um tapa na cabeça, derrubou o seu gorrinho e passou-lhe uma rasteira. O menino rolou pelo chão, algumas pessoas se puseram a gritar: aterrorizado, ele se levantou para fugir depressa e correu com quantas pernas tinha, sem saber para onde. Atravessou o portão de uma cocheira, penetrou num pátio e sentou-se atrás de um monte de lenha.
"Aqui, pelo menos", reflectiu ele, "não me acharão: está muito escuro."
Sentou-se e encolheu-se, sem poder retomar fôlego, de tanto medo, e bruscamente, pois foi muito rápido, sentiu um grande bem-estar, as mãos e os pés tinham deixado de doer, e sentia calor, muito calor, como ao pé de uma estufa. Subitamente se mexeu: um pouco mais e ia dormir! Como seria bom dormir nesse lugar! "mais um instante e irei ver outra vez os bonecos", pensou o menino, que sorriu à sua lembrança: "Podia jurar que eram vivos!"... E de repente pareceu-lhe que sua mãe lhe cantava uma canção. "Mamãe, vou dormir; ah! Como é bom dormir aqui!"
- Venha comigo, vamos ver a árvore de Natal, meu menino - murmurou repentinamente uma voz cheia de doçura.
Ele ainda pensava que era a mãe, mas não, não era ela. Quem então acabava de chamá-lo? Não vê quem, mas alguém está inclinado sobre ele e o abraça no escuro, estende-lhe os braços e... logo... Que claridade! A maravilhosa árvore de Natal! E agora não é um pinheiro, nunca tinha visto árvores semelhantes! Onde se encontra então nesse momento? Tudo brilha, tudo resplandece, e em torno, por toda parte, bonecos - mas não, são meninos e meninas, só que muito luminosos! Todos o cercam, como nas brincadeiras de roda, abraçam-no em seu voo, tomam-no, levam-no com eles, e ele mesmo voa e vê: distingue sua mãe e lhe sorrir com ar feliz.
- Mamãe! mamãe! Como é bom aqui, mamãe! - Exclama a criança. De novo abraça seus companheiros, e gostaria de lhes contar bem depressa a história dos bonecos da vidraça... - Quem são vocês então, meninos? E vocês, meninas, quem são? - Pergunta ele, sorrindo-lhes e mandando-lhes beijos.
- Isto... é a árvore de Natal de Cristo - respondem-lhe. - Todos os anos, neste dia, há, na casa de Cristo, uma árvore de Natal, para os meninos que não tiveram sua árvore na terra...
E soube assim que todos aqueles meninos e meninas tinham sido outrora crianças como ele, mas alguns tinham morrido, gelados nos cestos, onde tinham sido abandonados nos degraus das escadas dos palácios de Petersburgo; outros tinham morrido junto às amas, em algum dispensário finlandês; uns sobre o seio exaurido de suas mães, no tempo em que grassava, cruel, a fome de Samara; outros, ainda, sufocados pelo ar mefítico de um vagão de terceira classe. Mas todos estão ali nesse momento, todos são agora como anjos, todos juntos a Cristo, e Ele, no meio das crianças, estende as mãos para abençoá-las e às pobres mães...
E as mães dessas crianças estão ali, todas, num lugar separado, e choram; cada uma reconhece seu filhinho ou filhinha que acorrem voando para elas, abraçam-nas, e com suas mãozinhas enxugam-lhes as lágrimas, recomendando-lhes que não chorem mais, que eles estão muito bem ali...
E nesse lugar, pela manhã, os porteiros descobriram o cadavérzinho de uma criança gelada junto de um monte de lenha. Procurou-se a mãe... Estava morta um pouco adiante; os dois se encontraram no céu, junto ao bom Deus. "
DOSTOIÉVSKI A dor do não vivido
A dor do não vivido...
Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão sensacional, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projecções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente connosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso clube perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
Carlos Drummond de Andrade
Teus filhos
Acostumamo-nos sempre....
Não podemos esqueçer...
...
E se fosse contigo?
A BONECA
Outro dia fui ao supermercado para comprar umas coisinhas de ultima hora para a festa pois não tinha conseguido comprar tudo atempadamente…Quando vi todas aquelas pessoas á minha frente, comecei a reclamar comigo mesma: "Isto vai demorar a vida toda, e eu ainda tenho tantas coisas para fazer, outros lugares para ir. Como eu gostava de poder apenas deitar-me, dormir e só acordar depois de tudo isto acabar."
Sem notar, quando passei pela secção dos brinquedos, comecei a bisbilhotar todas as coisas mágicas que por ali havia (despertando em mim aquela criança escondida e fazendo-me perder a noção do tempo…) e, á medida que ia vendo os preços, imaginava se as crianças realmente brincam com estes brinquedos tão caros.
Entretanto, chamou-me á atenção um rapazinho de mais ou menos 5 anos que segurava uma boneca contra o peito. Ele acarinhava o cabelo da boneca e olhava tão triste para ela, que tentei imaginar para quem seria aquela boneca que ele apertava tanto.
O menino virou-se para uma senhora próximo e disse: "Avó, tens a certeza que eu não tenho dinheiro suficiente para comprar esta boneca?" A senhora respondeu: “ Tu sabes que o teu dinheiro não é suficiente, meu querido, e eu também não tenho para te dar!"
Ela chamou o menino, mas ele pediu-lhe para o deixar ficar ali a ver os brinquedos por mais um bocadinho, enquanto ela iria comprar as outras coisas
O pequeno menino continuava a segurar a boneca nos braços. Finalmente comecei a andar na sua direção e perguntei-lhe a quem queria ele dar aquela boneca e ele respondeu:
"Esta é a boneca que a minha irmã mais adorava, e queria muito ter. Ela estava certa que o papá lhe daria esta boneca este ano. “ Eu disse-lhe: "Não fiques tão preocupado, eu acho que ele irá dar a boneca á tua irmã, se ela for uma boa menina."
Mas ele triste, respondeu: "Não, o Papá não poder levar a boneca para onde ela está agora. Eu tenho que dar esta boneca á minha mãe, assim ela poderá dar a boneca à minha irmã, quando ela for para lá."
Seus olhos encheram-se de lágrimas enquanto dizia: "A minha irmã teve que ir embora para sempre. O papá disse-me que a mamã também irá embora para perto dela em breve. Então eu pensei que a mamã poderia levar a boneca com ela e entregar á minha irmã.".
Meu coração parou de bater.
Aquele garotinho olhou para mim e disse-me: "Eu disse ao papá para dizer á mamã para não ir ainda. Eu pedi – lhe que esperasse até eu voltar do supermercado."
Depois mostrou-me uma foto muito bonita dele rindo, e disse: "Eu também quero que a mamã leve esta foto, assim ela também não se esquecerá de mim. Eu adoro a minha mãe e gostaria que ela não tivesse que partir agora, mas meu pai disse que ela tem que ir para ficar com a minha irmã."
Ele continuava a olhar para a boneca com os olhos tristes e muito quietinho. Eu rapidamente procurei minha carteira, agarrei algumas notas e disse- lhe: "E se nós contássemos novamente o teu Dinheiro, só para termos certeza se chega ou não para comprares a boneca?
Juntei as minhas notas ás dele, sem que ele percebesse, e começamos a contar o dinheiro. Depois que contarmos, ele viu que dinheiro iria dar para comprar a boneca e ainda sobraria um pouco. O menino olhou para cima e disse:
"Obrigado Senhor por atender o meu pedido e me dar o dinheiro suficiente para comprar a boneca".
Depois olhou para mim e disse:
"Ontem antes de dormir eu pedi a Deus que fizesse com que eu tivesse dinheiro suficiente para comprar a boneca, assim a mamã poderia levá-la. Ele ouviu-me... E eu também queria um pouco mais de dinheiro para comprar uma rosa branca para minha mãe, mas eu não quis pedir mais nada a Deus. Mas ele deu-me dinheiro suficiente para comprar a boneca e a rosa. Sabe, a minha mãe adora rosas brancas .”
Uns minutos depois, a senhora voltou e eu fui embora sem ser notada. Terminei as minhas compras num estado totalmente diferente o que havia começado. Entretanto não conseguia tirar aquela criança do meu pensamento.
Então lembrei-me de uma notícia que li no jornal local dois dias antes, quando foi mencionado que um homem bêbado num camião, bateu noutro carro, e que no carro estavam uma jovem senhora e uma menina. A criança havia falecido na mesma hora e a mãe estava em estado grave nos cuidados intensivos e que a família havia decidido desligar as máquinas, uma vez que a jovem não sairia do estado de coma.
E pensei, será que era a família daquele menino?
Dois dias após meu encontro com ele, li no jornal que a jovem senhora havia falecido. Eu não consegui conter-me, sai para comprar rosas brancas e fui ao funeral.... Ela estava a segurar uma linda rosa branca nas mãos, junto com a foto do filho e com a boneca sob o seu peito.
Eu deixei o local a chorar, sentindo que a minha vida tinha mudado para sempre. O amor daquele menino pela mãe e pela irmã contínua gravado na minha memória... É difícil de acreditar e imaginar que numa fração de segundos, um bêbado tenha tirado tudo daquele pequenino...
(Preocupe-se um pouco com as outras pessoas, antes de pegar no carro depois de beber, e agarre nas chaves daqueles que julgar necessário, poderá estar a salvar outras vidas, e a sua também)
Quando voltará aquela criança a sorrir???
Qual o enigma?
Lições de vida
Para Reflexão
Retirado de http://spaces.msn.com/members/zurcvc/ (Obrigada Fernando) Para Reflexão A quem amamosEsta história é sobre um soldado que finalmente estava voltando para casa, após a terrível guerra do Vietnãm. Ele ligou para seus pais, em São Francisco, e lhes disse: - Mãe, Pai, eu estou voltando para casa, mas, eu tenho um favor a lhes pedir. - Claro meu filho, peça o que quiser! - Eu tenho um amigo que eu gostaria de trazer comigo. - Claro meu filho, nos adoraríamos conhecê-lo! - Entretanto, há algo que vocês precisam saber. Ele foi ferido na última batalha que participamos. Pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna. O pior é que ele não tem nenhum lugar para onde ir. Por isso, eu quero que ele venha morar connosco. - Eu sinto muito em ouvir isso filho, nós talvez possamos ajudá-lo a encontrar um lugar onde ele possa morar e viver tranquilamente! - Não, eu quero que ele venha morar connosco! - Filho, disse o pai, você não sabe o que está nos pedindo. Alguém com tanta dificuldade, seria um grande fardo para nós. Temos nossas próprias vidas e não podemos deixar que uma coisa como esta interfira em nosso modo de viver. Acho que você deveria voltar para casa e esquecer este rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver por si mesmo. Neste momento, o filho bateu o telefone. Os pais não ouviram mais nenhuma palavra dele. Alguns dias depois, no entanto, eles receberam um telefonema da policia de São Francisco. O filho deles havia morrido depois de ter caído de um prédio. A policia acreditava em suicídio. Os pais angustiados voaram para São Francisco e foram levados para identificar o corpo do filho. Eles o reconheceram, mas, para o seu horror, descobriram algo que desconheciam: o filho deles tinha apenas um braço e uma perna. Reflexão: Achamos fácil amar aqueles que são bonitos ou divertidos, mas, não gostamos das pessoas que nos incomodam ou nos fazem sentir desconfortáveis. De preferência, ficamos longe destas e de outras que não são saudáveis, bonitas ou "espertas" como nós acreditamos que somos. Ainda bem que existe alguém que não nos trata assim. Alguém que nos ama com um amor incondicional, que nos acolhe dentro de uma só família. Esta noite, antes de nos recolhermos, façamos uma pequena prece para que DEUS nos dê a força que precisamos para aceitar as pessoas como elas são, e ajudar a todos, a compreender aqueles que são diferentes de nós. Há um milagre chamado AMIZADE, que mora em nosso coração. Você não sabe como ele acontece ou quando surge. Mas, você sabe que este sentimento especial aflora. Aí você percebe que a AMIZADE é o presente mais precioso de Deus. Amigos são como jóias raras. Eles fazem você sorrir e lhe encorajam para o sucesso. Eles nos emprestam um ouvido, compartilham uma palavra de incentivo. E estão sempre com o coração aberto para nós. (Autor desconhecido) Acreditam em coincidências?Acreditam em coincidências?
Abraham Lincoln foi eleito para o congresso em 1846
Abraham Lincoln foi eleito Presidente em 1860
Ambos estiveram muito empenhados em melhorar os direitos civis.
Ambos os Presidentes foram assassinados numa Quinta-feira.
E só aqui é que se torna mais misterioso:
Ambos foram assassinados por homens do sul dos E.U.A. e,
- Andrew Johnson, que substituiu Lincoln, nasceu em 1808.
John Wilkes Booth, que assassinou Lincoln, nasceu em 1839.
Ambos usavam e eram conhecidos pelos seus 3 nomes,
E se ainda achas que é pouco, segura-te à cadeira!!!
Booth e Oswald foram assassinados antes de serem apresentados a julgamento.
E agora vem a parte final: Uma pequena liçãoFilosofia...da vida
Um professor de filosofia parou em frente à classe e, sem dizer uma palavra, pegou num frasco de maionese vazio e encheu com pedras de uns 2 cm de diâmetro. Então perguntou aos alunos se o frasco estava cheio. Eles concordaram que estava. O professor pegou numa caixa com pedras bem mais pequenas, e pô-las dentro do frasco agitando-o levemente. As pedrinhas rolaram para os espaços entre as pedras. E perguntou novamente se o frasco estava cheio. Os alunos concordaram: agora estava cheio! Então o professor pegou uma caixa com areia e despejou-a para dentro do frasco preenchendo o restante. Agora, disse o Professor, eu quero que vocês entendam que isto simboliza a vossa vida... As pedras são as coisas importantes: a família, os amigos, a saúde, os filhos, coisas que preenchem a nossa vida. As pedrinhas são as outras coisas que importam: o emprego, a casa, o carro... A areia representa o resto: as coisas pequenas. Se vocês colocarem primeiro a areia no frasco, não haverá mais espaço para as pedrinhas e para as pedras. O mesmo vale para a vossa vida. Cuidem das pedras primeiro. Das coisas que realmente importam. Estabeleçam as vossas prioridades. O resto é só areia! Mas então, o professor pegou no frasco que todos concordaram que estava cheio e perguntou novamente se o mesmo estava cheio. Os alunos concordaram: agora sim, estava cheio! E vai de entornar um copo de cerveja para dentro do frasco. Claro, a areia ficou ensopada com a cerveja preenchendo todos os espaços restantes dentro do frasco e fazendo com que ele desta vez ficasse realmente cheio. E disse: Não importa o quanto a nossa vida possa estar cheia de coisas e problemas, porque sobra sempre espaço para uma cervejinha...
![]() ACREDITAR E AGIRACREDITAR E AGIR
"Um viajante ia caminhando em solo distante, às margens de um grande lago de águas cristalinas. Seu destino era a outra margem. Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem coberto de idade, um barqueiro, quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. Logo seus olhos perceberam o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, o viajante pode observar que se tratava de duas palavras, num deles estava entalhada a palavra ACREDITAR e no outro AGIR. Não podendo conter a curiosidade, o viajante perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos. O barqueiro respondeu pegando o remo chamado ACREDITAR e remou com toda força. O barco, então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo AGIR e remou com todo vigor. Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante. Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, remou com eles simultaneamente e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago chegando ao seu destino, à outra margem. Então o barqueiro disse ao viajante: Esse porto se chama autoconfiança. Simultaneamente, é preciso ACREDITAR e também AGIR para que possamos alcançá-lo!" (Autor desconhecido) Os Sentimentos
Os Sentimentos lembrança para acontecer de novo e não consegue; LEMBRANÇA é quando, o mesmo sem autorização, se mostra e o ANGÚSTIA é um nó muito apertado bem no meio do sossego; PREOCUPAÇÃO é uma cola que não deixa o que ainda INDECISÃO é quando você sabe muito bem o que quer CERTEZA é quando a ideia cansa de procurar e pára; INTUIÇÃO é quando em seu coração dá um pulinho no PRESSENTIMENTO é quando passa em você o trailer VERGONHA é um pano preto que você quer para ANSIEDADE é quando sempre faltam muitos minutos INTERESSE é um ponto de exclamação ou de interrogação RAIVA é quando o cachorro que mora em você mostra TRISTEZA é uma mão gigante que aperta seu coração; FELICIDADE é um agora que não tem pressa nenhuma; AMIZADE é quando você não faz questão CULPA é quando você cisma que podia LUCIDEZ é um acesso de loucura ao contrário; RAZÃO é quando o cuidado aproveita que VONTADE é um desejo que cisma que você PAIXÃO é quando apesar da palavra "perigo" AMOR é quando a paixão não tem outro AMOR é um exagero... Também não. Um dilúvio,
|
|
|